CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM JÁ TEVE TORRE QUE ”FAZIA CHOVER”

A torre foi projetada para garoar artificialmente num raio de 150 metros e reduzir a temperatura em até 10ºC, o que nunca aconteceu

CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM JÁ TEVE TORRE QUE ''FAZIA CHOVER''

Cachoeiro de Itapemirim, cidade no Sul do Espírito Santo, é conhecida como “Capital Secreta do Mundo”, terra de artistas importantes como Roberto Carlos, Rubem Braga e Sérgio Sampaio. Além de todos os fatores que levam fama à cidade, Cachoeiro também é conhecida pelo clima quente. Muito quente.

No ano de 1992, quando o atual presidente da Assembleia Legislativa Theodorico Ferraço exercia o segundo mandato como prefeito da cidade, o executivo da cidade inaugurou uma solução inusitada. Foi erguido no centro da cidade o Monumento ao Divino Espírito Santo, uma estrutura metálica adornada por losangos nas cores do arco-íris.

A torre foi projetada para garoar artificialmente num raio de 150 metros e reduzir a temperatura em até 10ºC, o que nunca aconteceu. Em vez disso, muitos dos habitantes que passavam pela “chuva artificial” reclamavam que a água respingava em seus óculos e desarrumava penteados, além de criar a curiosa prática de fazer com que pessoas andassem de guarda-chuvas em punho para transpassar a torre.

O monumento custou Cr$ 212 milhões, ou cerca de R$ 300 mil, e foi projetado pelo arquiteto Paulo Pena Firme. A torre também foi cercada de uma certa aura mística, já que tinha na base uma pirâmide de concreto revestida de mármore branco, com detalhes em granito preto.

O presidente da Assembleia e então prefeito Theodorico Ferrraço lembrou que a ideia era, além de amenizar o calor, criar um ponto turístico.

“O projeto Divino Espírito Santo foi uma homenagem. Uma torre turística nos moldes de Barcelona, hoje no Rio de Janeiro tem também, mas houve erros no projeto”, determina. Porém, dois anos após sua inauguração, a torre foi desativada, ainda no mandado de Ferraço.

“Eles escolheram o lugar errado, porque o vento só estava para o lado de onde passava os transeuntes”, explicou o ex-prefeito, que ainda detalhou o destino dado à estrutura. “O material seria aproveitado em outras torres e pontes”, finalizou.

No entanto, a estrutura foi parte da paisagem do centro da cidade até 2002, quando foi removida na gestão do prefeito Jathir Gomes Moreira. As 12 toneladas de ferro foram utilizadas para fazer uma passarela e o que sobrou participou da construção de pontes.

Fonte: Agência Leia com informações do Capixapédia.