Manifestação de três horas de motoristas deixa usuários sem ônibus em Cachoeiro

Manifestação de três horas de motoristas deixa usuários sem ônibus em Cachoeiro

Nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (21), os motoristas da empresa NovoTrans, responsável pela concessão no transporte coletivo em Cachoeiro, cruzaram os braços em protesto ao não pagamento do 13º salário. A manifestação durou cerca de três horas e prejudicou os usuários que precisavam seguir para o trabalho.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas do Sul do Estado, Elias Brito Espoladore, foram os trabalhadores que organizaram o manifesto. “Essa manifestação não foi organizada pelo Sindicato. Tivemos uma Assembleia na última terça-feira (20), pois estamos no período de dissídio coletivo, em que se reivindica o reajusta da categoria, que seria com data base de novembro, mas não consigamos chegar a um acordo”, explica.

Segundo ele, foi ajuizada uma ação para tratar o assunto. “Por causa disso, ajuizamos uma ação e agora o reajuste da categoria vai ser decidido pelo Tribunal. Reunimos os trabalhadores para falar sobre essa negociação e na reunião tivemos a informação que o 13º não tinha sido quitado, e que a empresa não iria conseguir pagar. Então, um grupo decidiu cruzar os braços”, continua Brito.

Os salários dos motoristas e cobradores estão em dia. “Neste momento, o salário estão em dia. Tivemos reunidos com a direção da empresa, e pedimos que não houvesse retaliação contra os trabalhadores que manifestaram”, completa o presidente.

O gerente operacional do Consórcio NovoTrans, Renato Borges, classificou a manifestação como absurda e inaceitável. “Tanto nossos passageiros quanto nós que administramos fomos surpreendidos. O que podemos esclarecer é que no mês de novembro começa a discussão salarial, onde discute o reajuste da categoria. Neste ano não houve acordo. Quando chegamos na empresa logo cedo não havia representante do Sindicato. Foram alguns funcionários que decidiram parar. Quando o Sindicato chegou, conversamos e tudo se normalizou”, ressalta.

Borges explica que os passageiros são os mais prejudicados. “A questão do salário está em dia. Tanto o salário quanto os benefícios. A questão do 13º, o prazo venceu do dia 20 e hoje, dia 21, estamos quitamos. Consideramos uma situação absurda e inaceitável. Não concordamos com a paralisação sem aviso prévio e sem cumprir a legislação. Os funcionários estão prejudicando os passageiros, que são aqueles que nos pagam”, completa.

Fonte: Folha Vitória