Marataízes recebe o I Fórum Sustentável de Vegetação de Restinga e Erosão Marinha

O evento aconteceu no salão principal da pousada Auto da Praia.

Marataízes recebe o I Fórum Sustentável de Vegetação de Restinga e Erosão Marinha

No último dia 10 de novembro aconteceu em Marataízes litoral sul o “I Fórum Sustentável: Vegetação de Restinga x Erosão Marinha”, organizado pela ONG Caminhadas e trilhas na Pousada Alto da Praia. A programação contou com uma série de palestrantes que, durante todo o dia, debaterão questão relacionadas ao meio ambiente. Na programação foram colocados os seguintes temas em evidência: Restinga x Legislação Florestal (Tobias Pinon, Idaf); Unidade de Conservação (Joseany Trabarch, Iema); Recuperação de Área Degradada (Frederico Pinto, Iema); Erosão Marinha (Pablo Prata, Iema); ONG Caminhadas e Trilhas – Uma visão do litoral de Marataízes: uma história e uma proposta (Rodrigo Marcondes); A importância de Praias Sustentáveis (José Sales, secretário Estadual de Turismo); Gestão da Orla (José Carlos Machado, superintendente da Secretaria de Patrimônio da União); O mar está invadindo o continente ou o ser humano está provocando a erosão marinha? Erosão pluvial e sistema de praia (Luiz Muri, engenheiro ambiental, Owen scuba instrutor-padi).

Um dos principais temas do fórum foi à vegetação de restinga, onde Tobias Pinon (Idaf), explicou que a instituição tem desenvolvido um trabalho em conjunto com a ONG e a secretaria municipal de Meio Ambiente de Marataízes visando à preservação da restinga no litoral sul capixaba. “É fundamental que os órgãos envolvidos estejam articulados para que possam otimizar os trabalhos e potencializar os resultados”, disse.

A vegetação de restinga é encontrada em praias, cordões arenosos, dunas e depressões. No EspíritoSanto, ocupa uma área de aproximadamente 10 mil hectares, com 800 espécies catalogadas, entrearoeira, coco-da-praia, guriri, caju, entre outras.
Tanto a poda quanto a supressão desse tipo de vegetação só podem ser feitos mediante autorização prévia do órgão ambiental, que no Estado é o Idaf. No caso da supressão em estágios médio e avançado de regeneração (que representa a maioria), ainda é necessária deliberação favorável do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), estando condicionada à recuperação em área próxima ao empreendimento, equivalente ao dobro da área suprimida, com espécies nativas de Mata Atlântica.

 Outro destaque do fórum foi o tema Erosão Marinha, onde Pablo Prata (Iema) fala o porquê dos motivos que acontece esse fenômeno. “A erosão costeira é uma reação da natureza à urbanização. A onda precisa de espaço para dissipar a sua energia sem perturbar a praia. Se ela não tem esse espaço, vai levando areia consigo. Algumas obras de contenção pioraram o processo erosivo, como os píers, enrocamento e quebra-mares, pois foram executados de forma errada. Hoje, quase toda a costa capixaba apresenta processos erosivos, varia apenas na intensidade”, explica Pablo Prata.

O evento contou com participante de Marataízes, Piúma, Anchieta, Itapemirim, Cachoeiro de Itapemirim e presidente Kennedy, onde todo o dia apresentaram os problemas e as ideias para minimizar a degradação de cada cidade.