Preço dos produtos desestabiliza vendas

Preço dos produtos desestabiliza vendas

As vendas dos supermercados tiveram alta de 0,66% de janeiro a agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O último mês do segundo quadrimestre do ano, no entanto, registrou, em valores reais (descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA), uma queda de 2,65% em relação a julho e aumentaram 1,73% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Seguindo uma tendência nacional, segundo a associação dos supermercadistas, as grandes redes tiveram resultados diferenciados em relação aos pequenos e médios estabelecimentos. Em Cachoeiro de Itapemirim, a reportagem apurou dois exemplos: os supermercados Perim e o Rodrigues.

No primeiro, a gerência operacional contábil apontou um aumento nas vendas de 2,5 por no acumulado do ano, descontando a inflação, e o segundo amargou perdas de 8% por cento no período.

Segundo Josiane Bevert Moreira, gerente do supermercado Rodrigues, a queda obrigou o fechamento de uma das filiais. “Desde o começo do ano, a procura despencou devido a vários fatores, entre eles, menos dinheiro no bolso do consumidor e as altas de preço de produtos como feijão, arroz e leite”, comentou.

“Agora, a nossa expectativa é que tenhamos uma recuperação nessa reta final de ano, pois já podemos sentir uma leve recuperação da economia e o recuo nos preços de vários alimentos”, espera a gerente.

Recuperação

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, a cesta de produtos Abrasmercado, que analisa 35 produtos da lista dos mais consumidos, teve queda de 0,27% passando de R$ 487,34 em julho para R$ 486,04 em agosto. No acumulado do ano, a cesta teve elevação de 18,04%. Entre as maiores altas estão queijo muçarela (8,56%), queijo prato (8,54%), feijão (4,89%), tomate, (4,89%) (6,995) e leite em pó integral (6,365). As maiores quedas ficaram com os itens cebola (-18,73%), batata (-9,645), e carne dianteiro (3,01%).

Milan acredita que o desempenho total em 2016 pode chegar mais perto de um crescimento de 0,7%, superando a estimativa oficial da entidade para o ano, que é de 0,45%.

A única alta de preços em agosto foi registrada na Região Nordeste (2,03%). No Sul, houve queda de 1,45%, no Norte, de 0,04%, no Sudeste, de 0,05% e no Centro Oeste, de 1,41%.

Fonte: Jornal Fato