José Maria Vieira de Novae

A obra do Porto Central vai gerar cerca de 4 mil empregos em Presidente Kennedy no Espírito Santo. Os números são atrativos e deve movimentar as cidades capixabas e estados vizinhos.

Com as altas taxas de desemprego que assolam o país, notícias de vagas abertas de trabalho tem sido cada vez mais raras. Noticiar 4 mil vagas então é algo raro.

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Contudo as oportunidades devem ser iniciadas ano que vem. O CEO do Porto Central José Maria Vieira de Novaes espera que até a metade do ano sejam iniciadas as obras de construção do Porto.

Fórum – Porto Central em Presidente Kennedy

Na última semana aconteceu um fórum onde estiveram presentes diversas autoridades onde foi assinado um protocolo de intenções para a instalação do Porto Central em Presidente Kennedy.

Na ocasião estiveram presentes diversos deputados, prefeitos e o governador Renato Casagrande, que também assinou o documento.

Só estão faltando algumas condicionantes para instalação do Mega Porto. Se tudo correr bem até julho o empreendimento deverá estar liberado para se construído.

Chineses estudam implantar siderúrgica em área do Porto Central

Um grupo de investidores chineses estuda investir em siderúrgica no Sul do ES. O local dos investimentos seria na área de construção do Porto Central em Presidente Kennedy.

Esse seria mais um fator alavancador para fomentação de negócios e criação de empregos na região.

A previsão é que a construção comece em 2020. Trabalhadores da construção civil e operadores de máquina estão entre os profissionais a serem contratados.

Com previsão de início das obras em 2020, o complexo portuário de Presidente Kennedy, no Sul do Espírito Santo, poderá gerar 4 mil vagas de emprego.

Em entrevista ao Bom Dia ES desta quarta-feira (13), o diretor do Porto Central, José Maria Vieira de Novaes, explica que orçamento da construção será da ordem de R$ 3 bilhões e que o processo exigirá muita mão de obra, incluindo trabalhadores da construção civil,motoristas e operadores de máquina.

Confira a entrevista de José Maria de Novaes concedida ao G1:

A previsão de início das obras do Porto Central é no ano que vem. O que falta para dar início a essas obras?

A fase atual que estamos em termos de desenvolvimento é de cumprimento das condicionantes ambientais.

Quando nós recebemos nossa licença de instalação do Ibama, a gente se obriga a fazer uma série de diagnósticos, monitoramentos, levantamentos de campo complementares aos que a gente já fez durante a fase de estudos,que são condições precedentes para o início das obras.

E já existem as licenças ambientais necessárias?

Sim, nós já temos as licenças, mas as próprias licenças exigem uma série de obrigações pré-construção.

E é isso o que está sendo feito nesse momento?

Sim. A assinatura ontem de um protocolo para implementação do posto central com uma empresa holandesa chamada Van Oord foi exatamente no sentido de que, junto com a empresa, a gente possa dar início a esse trabalho, que dura cerca de 12 meses, para que ao final desse período a gente não tenha mais nenhuma pendência do ponto de vista técnico , de engenharia, do ponto de vista construtivo para o início das obras.

Quando começam de fato as obras?

A gente precisa concluir esses estudos, que a gente estima em 12 meses. Em paralelo, a gente vai avançando nas negociações comerciais.

A gente já tem uma série de cartas de intenção de clientes que serão usuários do porto e que a gente tem que transformar em contratos.Também vamos buscar o financiamento e o equacionamento financeiro do projeto.

São etapas paralelas aos trabalhos que acontecerão no campo.

E quanto à expectativa de geração de empregos?

Nessa fase agora serão investidos cerca de R$ 30 milhões,o que já vai gerar uma certa quantidade de empregos.

Nós já temos uma equipe sendo contratada para isso,principalmente consultores na área ambiental, que farão esses estudos e na área socioeconômica. Já a previsão de orçamento das obras é de R$ 3 bilhões.

Será contratada ao longo do segundo semestre de 2020 a equipe de construção.

Que tipo de mão de obra será necessária?

É uma obra típica de uma construção pesada. Então, tem muita movimentação de terra,transporte de material, de pedra,construção da infraestrutura de acesso rodoviário, de rede de drenagem, água, subestação elétrica, como também as obras de dragagem e construção do quebra-mar. Construção de pias, de pátios.

Vamos precisar de muitos motoristas,operadores de máquinas, gente da construção civil, além de algumas pessoas na área administrativa para dar frente à essa construção.

Qual a área total desse porto?

A área total do projeto são 3 km de costa por seis km para dentro da terra. Então, no total, são 18 quilômetros quadrados.

Essa primeira fase estará restrita à parte que não entra nem na construção em terra propriamente dita do canal porque a gente vai fazer inicialmente a dragagem do canal de acesso para permitir que navios de grande capacidade cheguem próximos à costa; um quebra-mar, que abriga as ondas do sul e uma ponte onde serão construídos quatro berços para atracação dos grandes navios.

Qual a previsão de funcionamento do porto?

Segundo semestre de 2023. Essa data é muito importante porque ela casa com a entrada de produção de uma série de campos de produção de petróleo e uma das nossas cargas âncora é o petróleo, é a movimentação de petróleo entre navios.

Então, precisamos estar muito atentos ao cronograma de chegada dessas plataformas. Nosso trabalho está sendo todo focado nessa finalidade, estar pronto no segundo semestre de 2023.

 

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