Descoberto esquema que legalizou no Detran 500 carros roubados

Uma quadrilha é acusada de fraudar o sistema do Detran-ES e liberar placas para pelo menos 500 carros roubados neste ano, na Grande Vitória. Foi o que descobriu a Polícia Civil, que, na manhã de ontem, realizou operação para desarticular o grupo.

Seis pessoas estão sendo investigadas por participação no esquema, entre eles, despachantes e proprietários de empresas de fabricação de placas. Eles são acusados de falsificação de documentos públicos, clonagem de placas e adulteração do sistema do Detran, além de venda de carros roubados.

Comandada pelo delegado Ricardo Toledo, adjunto da Divisão de Furtos e Roubo de Veículos (DRFV), a operação, que recebeu o nome 1749, cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em Vila Velha, Vitória e Guarapari. Na ação, R$ 10.300 foram apreendidos em um escritório em Vila Velha.

De acordo com o delegado, quatro despachantes e um casal que é dono de três empresas de fabricação de placas estão sendo investigados e podem ser presos.

“A identificação deles foi resultado do trabalho do nosso serviço de inteligência. Eles fazem parte de uma célula que atua com adulteração de veículos no Estado. Nossa equipe apreendeu milhares de placas, chapas para a fabricação delas e dezenas de processos de despachantes com indícios de irregularidade.”

Ricardo Toledo afirmou que as investigações já duram 10 meses e que, em cada um desses meses, a quadrilha emplacou 50 carros, totalizando 500 veículos. Mas esse número pode ser muito maior.
“Imaginamos que eles ajam há dois anos. As investigações tiveram início quando percebemos que os carros apreendidos em ações das equipes da força de segurança eram clonados.”

O delegado afirmou que o sucesso do esquema dependia tanto de ladrões de carros quanto de despachantes.

“Os assaltantes entravam em contato com os despachantes, que tinham acesso ao sistema do Detran na internet. Esses despachantes eram responsáveis por contatar os donos da empresa de fabricação de placas.”

O delegado informou ainda que, depois da operação, uma das lojas de fabricação de placas foi fechada e os quatro despachantes suspeitos foram proibidos de atuar.

Leia a reportagem completa no jornal A Tribuna desta quarta-feira (12).

Fonte: Tribuna online