Extra: Paralisação da mina de Brucutu compromete receitas no Espírito Santo e Vale desaba no mercado

A Promotoria Pública determinou hoje (04/01) que a Vale interrompa as atividades na mina de Brucutu em Minas Gerais, localizada na bacia do Rio doce, é a principal mina do complexo.
Ao parar de funcionar poderá  comprometer o abastecimento de minério ferro ao Porto de Tubarão, no Espírito Santo. Infelizmente, podemos assim esperar demissões e a queda na receita dos impostos no cofre do Estado.

As operações da mina de Brucutu, que foram suspensas pelo Ministério Público de Minas Gerais, são responsáveis pela produção anual de aproximadamente 30 milhões de toneladas de minério de ferro, ou 7,5% da produção anual da Vale (VALE3), calcula a XP Investimentos. As ações da mineradora encerraram o dia em queda de 3,9%, a R$ 44,44.

“Das 8 barragens, 3 são do tipo a montante, mesmo utilizado em Mariana e Brumadinho e já não eram operantes. As outras 5 são do método jusante e somente uma é barragem de rejeito de fato, atendendo à mina de Brucutu, sendo que as outras são barragens de sedimento (água) e o seu fechamento não afetam a operação neste momento”, explica a corretora.

A Vale está trabalhando para reverter a situação, com todos os certificados necessários atestando a segurança da barragem de Brucutu. De acordo com a avaliação, o evento de hoje está dentro do barulho esperado no curto prazo, e não é o primeiro desta natureza. Na semana passada, o Porto de Guaíba, pelo qual quase 45 milhões de toneladas de minério são exportadas por ano, também teve suas licenças questionadas e foi paralisado por um dia.

Conforme destacado no site Money Times, ao longo da última semana, a queda de aproximadamente 21% nas ações desde segunda passada, com perda de quase R$ 63bi em valor de mercado, parece já refletir parte relevante dos riscos.