Líder do PCC em Guarapari usava menores no tráfico

Seis pessoas acusadas de tráfico de drogas foram detidas na madrugada de terça-feira (6) em Guarapari

 

Entre os presos, está Jorge Jefferson Alves Zaia, 54, o Paulista. Ele é apontado pela Polícia Civil como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Guarapari.

Segundo o delegado Marcos Nery, responsável pela operação que resultou nas prisões, o criminoso usava adolescentes para vender drogas em Alfredo Chaves, no Sul do Estado, e gerenciava o tráfico na cidade.

Ele afirmou que, nas últimas semanas, sete adolescentes foram apreendidos vendendo drogas. “Esse grupo abastece o tráfico em Alfredo Chaves e usa menores para movimentar as drogas. Durante as investigações, encontramos materialidade suficiente para entender que esses criminosos têm ligação direta com o PCC.”

Além de Paulista, foram detidos Genival Cruz de Oliveira, 45, Wallace Santos Almeida, 32, Ohel Gomes Machado Ferreira, 35, Maurilho Inácio Neto, 25, e Geiza Souza Santos, 25.

De acordo com a polícia, Geiza tentou fugir dos agentes e se escondeu dentro de uma mercearia, em São Gabriel, Guarapari. Ela foi localizada em um quarto que ficava escondido atrás de um fundo falso no banheiro do estabelecimento. Com a jovem, havia R$ 982.

Na casa de Paulista, foram encontrados uma pistola calibre 380 e R$ 1.290. Inicialmente, o acusado apresentou uma identidade falsa aos policiais.

“Ele afirmou usar identidade falsa porque fugiu quando cumpria pena por tráfico em regime semiaberto”, explicou o delegado.

De acordo com Nery, fotos e mensagens encontradas nos celulares de Paulista e Genival comprovam que os detidos integravam o comando do tráfico nos bairros Bela Vista e São Gabriel, em Guarapari, e gerenciavam a venda de entorpecentes em Alfredo Chaves. “Inclusive, em meados de 2018, ocorreu um confronto entre policiais militares e traficantes que estavam em Alfredo Chaves entregando drogas. Três traficantes morreram e um policial foi ferido.”

O delegado afirmou que os criminosos insistiam em levar drogas para a cidade e recrutar adolescentes para as vendas. Após quatro meses de investigações, a polícia identificou os suspeitos maiores de idade e as prisões foram realizadas a partir do cumprimento de mandados.

 

 

Fonte: Tribuna Online