Operação Laranjeira: Justiça desarticula contadores e empresários do sul do ES e RJ envolvidas em fraude que ultrapassam R$ 2 milhões

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Sul) e da Promotoria de Justiça de Guaçuí,  com apoio e participação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-RJ); do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES; da Polícia Militar do Rio de Janeiro, com o GAP/RJ, deflagrou hoje (06/09) a chamada “Operação Laranjeira”. O objetivo é desarticular uma associação criminosa suspeita de atuar fraudulentamente na constituição e alteração de quadro societário de empresas privadas. Os valores envolvidos na fraude ultrapassam os R$ 2 milhões. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, uma pessoa foi presa em flagrante portando arma de fogo. Ela foi encaminhada para a Delegacia de Polícia de Brejetuba.

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Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas residências e endereços comerciais e de trabalho dos investigados, situados nos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, emitidos pelo juízo da 2ª Vara da Justiça Estadual de Guaçuí. Além do município de Guaçuí, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Alegre, Brejetuba e Itaperuna (RJ).

De acordo com as investigações, proprietários e funcionários de escritórios de contabilidade agiam no sentido de transferir a titularidade/propriedade de empresas, com alteração no quadro societário, valendo-se para tanto do emprego de “laranjas”, que passaram a figurar como sócios. A finalidade das alterações fraudulentas do quadro societário dessas empresas visava auxiliar os anteriores proprietários a se livrarem de eventuais dívidas, fiscais ou não, ficando as pessoas que os sucederam sujeitas às cobranças e submetidas a negativações de crédito.

O coordenador do Gaeco-Sul, promotor de Justiça Luiz Agostinho Abreu da Fonseca, informou que as apurações iniciais apontam que, considerando eventuais valores devidos a particulares no Espírito Santo e ao Fisco do Rio de Janeiro, a fraude deve ultrapassar os R$ 2 milhões. O promotor de Justiça do MPES também avaliou positivamente o resultado da operação e a parceria com os integrantes do MPRJ. “A avaliação é positiva, sendo encontrados os materiais que eram procurados, documentos e, principalmente, por temos sucesso na integração dos Ministérios Públicos capixaba e fluminense”, destacou.

Participam da operação cinco promotores de Justiça do Gaeco-Sul e um do Ministério Público do Rio de Janeiro, bem como 18 policiais militares do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e seis do GAP/RJ.