Presos serão interrogados esta semana na Operação Rubi

O secretário de Desenvolvimento Econômico, José Augusto Rodrigues de Paiva, e a prefeita, Amanda Quinta Rangel, também serão interrogados.

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça Judicial e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), informa que, após a deflagração da Operação Rubi, no dia 08/05, apurações continuam com as análises dos materiais apreendidos e interrogatório dos investigados presos, nos próximos dias. Todos os investigados que foram alvos de busca e apreensão, mas não tiveram pedido de prisão solicitado pelo MPES, também serão ouvidos pelos membros do Gaeco. O caso segue sob sigilo de Justiça.

Presos

Leandro da Costa Rainha foi preso na manhã de sábado

Mais um desdobramento da Operação Rubi aconteceu na manhã de sábado(11) em Presidente Kennedy. O secretário de Assistência Social, Leandro da Costa Rainha, foi detido em sua residência por volta de 10h30 e encaminhado para a delegacia de Itapemirim para depor e após será levado para o presídio de Xuri, em Vila Velha.

Além de Leandro, o contador Isaias Pacheco do Espírito Santo; o secretário de Desenvolvimento Econômico de Presidente Kennedy, José Augusto Rodrigues de Paiva; a prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta Rangel; o empresário Marcelo Marcondes Soares; e o motorista Cristiano Graça Souto tiveram a prisão preventiva decretada. O empresário José Carlos Marcondes Soares, que está foragido, teve a prisão temporária convertida em preventiva pelo relator do processo no TJES, atendendo a requerimentos do MPES.

Operação Rubi

constituída para lesar os cofres públicos dos municípios de Presidente Kennedy, Marataízes, Jaguaré e Piúma por direcionamento licitatório em favor de pessoas jurídicas contratadas, pagamento de vantagem indevida a agentes públicos e superfaturamento de contratos administrativos de prestação de serviço público.

As investigações do Gaeco, com o apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e parceria do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCEES), tiveram início em 2018 e colheram fortes indícios de que agentes políticos e servidores municipais recebiam propina de empresários dos ramos de limpeza pública e transporte coletivo. Esses valores pagos eram uma forma de retribuição por receberem benefícios financeiros em licitações e contratos, levando ao enriquecimento indevido dos envolvidos.