Capixaba relata tensão e medo em chegada de furacão nos EUA que já matou 130 pessoas

Capixaba relata tensão e medo em chegada de furacão nos EUA que já matou 130 pessoas

A chegada de uma das maiores tempestades da década no Caribe a América do Norte, o furacão Matthew, mudou a rotina de moradores dos Estados Unidos. A tempestade que chegou no país na noite da última quinta-feira (6), às 20 horas, horário local.

A tempestade já matou mais de 130 pessoas no Haiti e assusta os norte-americanos. Na costa da Flórida, mais de dois milhões de pessoas já deixaram a região com medo. A capixaba Rosa Mattede, de 44 anos, relata a situação de tensão em toda a capital da Flórida.

“O governo do Estado e a prefeitura já decretaram toque de recolher aqui em Miami. Ninguém pode trabalhar ou sair de casa até o próximo sábado (8). Muita gente decidiu sair da cidade por medo. Até os canais de TV, que se dedicavam exclusivamente à campanha política presidencial, agora voltaram os holofotes para Miami”, conta Rosa.

A capixaba de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, mora há 15 anos nos Estados Unidos, sete deles em Miami, e diz que nunca viu uma tempestade desta proporção na cidade.

“Esta é a temporada de furacões por aqui, mas uma tempestade como essa assusta assusta até a quem já está habituado. Nas próximas horas podemos ficar sem internet e até sem energia elétrica. Mas aqui, há um preparo muito maior das autoridades e da própria população. Além de abrigos protegidos do governo, a maioria das casas também tem porões que nos protegem de tormentas tão fortes como essa”, diz.

Segundo o Centro Nacional de Furacões de Miami, os ventos fortes estavam, nas últimas horas, na categoria três, que pode levar à velocidade de 210 quilômetros por hora. De acordo com o centro, no entanto, o furacão poderá passar à categoria quatro, quando chegar próximo à costa norte-americana. Isso significa que a força dos ventos do Matthew poderá chegar à velocidade de 250 quilômetros por hora.

“Também acredito que há uma certa paranoia dos americanos com a tempestade desde o furacão Katrina, que destruiu Nova Orleans, em 2004. Então a população já se assusta e, alguns, mudam até de cidade. Os supermercados estão sem suprimentos e a água está muito cara. Tudo isso por conta do desespero dos americanos”, completa a administradora.

Numa preparação para a chegada do furacão aos Estados Unidos, o serviço norte-americano de meteorologia alertou a população para a possibilidade de “perdas de vida” e “imenso sofrimento humano” para quem não tomar as medidas de precaução sugeridas pelas autoridades. O serviço de meteorologia também fez um alerta para o risco de danos em residências e em prédios públicos e informou que alguns locais a serem atingidos pelo furacão poderão ficar “inabitáveis por semanas”.

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse nesta quinta-feira (6) que a situação é “séria” e recomendou que todas as áreas sejam “evacuadas sem hesitação”. O governador da Florida, Rick Scott, disse que o Matthew pode ser o furacão mais destrutivo no estado desde a passagem de Andrew, em 1992.

Fonte: Folha Vitória