Comerciante é preso em Jardim Camburi por estuprar a sobrinha

Comerciante é preso em Jardim Camburi por estuprar a sobrinha

Um comerciante de 45 anos foi preso em Jardim Camburi, em Vitoria, acusado de abusar sexualmente a própria sobrinha quando ela tinha entre 9 e 11 anos. O crime foi descoberto após a irmã mais velha da vítima achar no celular da menina mensagens do tio com cunho sexual e ameaças.

De acordo com o Delegado Lorenzo Pazolini, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), hoje a vítima tem 14 anos. Aos 9, ela costumava ficar na casa a avó paterna, no município da Serra. Sabendo disso, o tio paterno dela, de 45 anos, saía de Jardim Camburi, onde morava, e passou a frequentar a casa da mãe, na Serra.

“Como a casa era grande, de dois andares, ele ia para o andar de cima com a menina enquanto a avó estava no andar de baixo. Ele colocava vídeos pornográficos para assistir com a criança e praticava diversos atos libidinosos com ela, como sexo oral”, contou.

Para atrair a menor, ele dava dinheiro e presente a ela. Além disso, ele ameaçava a menina, dizendo que, se ela contasse sobre os abusos para alguém, ele iria matá-la junto com a família. Quando a garota completou 11 anos, o abusador comprou um celular para ela. Foi aí que a irmã mais velha da vítima, na época com 15 anos, começou a desconfiar das ações.

“A adolescente descobriu a senha de desbloqueio do celular da irmã mais nova e leu várias conversas dela com o tio, onde ele falava coisas com teor sexual e ameaças. Isso aconteceu no final de 2013”.

A família procurou a DPCA, que investigou o caso e prendeu o comerciante nesta quinta-feira (06), na casa dele, em Jardim Camburi. Na delegacia ele assumiu o teor sexual das mensagens que enviava à sobrinha e confirmou que colocava filmes pornográficos para assistir com ela. Porém, negou outros atos libidinosos.

Ele foi autuado por estupro de vulnerável, com agravante por ser parente ascendente da vítima. O acusado foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV).

Os nomes de acusados de estupro não são divulgados pela imprensa para preservar a identidade das vítimas.

FONTE: Gazeta Online