Prefeito de Brejetuba é preso após atirar em ônibus

Prefeito de Brejetuba é preso após atirar em ônibusO prefeito de Brejetuba, João do Carmo Dias, foi preso após efetuar disparos em um ponto de manifestação dos caminhoneiros. Ele foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e encaminhado para a Delegacia de Venda Nova do Imigrante.

Segundo a Polícia Civil, ele foi autuado no artigo 15 da Lei/ 10826 (disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime) e embriaguez ao volante, e ele permanece na delegacia.

Um policial militar que estava a paisana no local conseguiu acalmar os caminhoneiros, que ficaram assustados com a ação. Testemunhas informaram que ele chegou ao ponto de manifestação em um carro vermelho, estava visivelmente alterado, mas oferecendo apoio. Quando um ônibus de turismo passou, ele efetuou quatro disparos, entrou no carro e foi embora.

De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, o prefeito realizou o teste do bafômetro, que confirmou que ele havia ingerido bebida alcoólica. Foram apreendidos com ele um revólver calibre 38, seis munições de calibre 38, seis munições de calibre 380 e R$ 1 mil. O dinheiro foi entregue ao advogado dele.

Segundo o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Willys Lyra, além desse incidente, também houve ocorrências de condutores embriagados. “Tem ocorrência em quase todos os pontos de manifestação. Aqui nós tivemos ocorrência de condutores embriagados. Em Brejetuba, nesta noite, também tivemos a ocorrência de um condutor embriagado efetuando disparos para o alto”, contou o superintendente.

A PRF informou que nenhum caminhoneiro está sendo obrigado a parar e policiais estão fazendo a segurança no local. “Os caminhoneiros não estão sendo obrigados a parar. A presença da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar no local aumenta essa segurança para eles. Aqueles que quiserem passar por esse ponto e seguir viagem podem. As cargas mais urgentes têm livre trânsito”, destacou Lyra.