Descaso da Prefeitura: Desabrigados após incêndio em Paraisópolis seguem ignorados pelo Governo Municipal

Na última terça-feira (31/07) um incêndio destruiu 28 moradias na comunidade de Paraisópolis, localizada na região do Morumbi (zona sul da capital). Ao menos 41 famílias perderam absolutamente tudo o que tinham. Felizmente não houve mortes e nem feridos graves. Mas, até o momento, passadas quase 48 horas da tragédia, a Prefeitura de São Paulo ainda não se posicionou sobre qualquer tipo de iniciativa para definir o que será feito por essas pessoas. Enquanto aguardam uma ação do poder público, os mais de 150 adultos, crianças e idosos estão alojados em casas de familiares e ao menos oito famílias se amontoam no Centro Dia Paraisópolis, um abrigo temporário que, ao que tudo indica, será sua única opção de teto por um longo período.

De acordo com Gilson Rodrigues, líder comunitário de Paraisópolis, as condições das famílias é crítica, principalmente devido ao frio. “Embora os moradores da comunidade sejam solidários e se apoiem em momentos de crise como este, é preciso lembrar que todos esperam uma interlocução com órgãos públicos para uma solução definitiva para o problema. Na noite do incêndio as famílias foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros e receberam do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) cestas básicas e cobertores finos, mas isso nada mais é que uma medida paliativa que não ameniza a situação destas pessoas”, afirma.

Vale lembrar que das 158 famílias desabrigadas em 2016 após um incêndio de grandes proporções que afetou ao menos 400 moradias também em Paraisópolis, apenas cerca de 50 famílias receberam a liberação do aluguel social pela Prefeitura de São Paulo. Dois anos se passaram, e mais de 100 famílias vitimadas pelas chamas ainda permanecem à espera de uma alternativa. “Enquanto isso, novos incêndios e enchentes continuam afetando nossa comunidade sem que nada seja feito para mudar essa triste realidade. A população carente está abandonada e dependente da própria sorte”, finaliza Rodrigues.

O Incêndio

Por volta das 20h15 de terça-feira (31/07), moradores de Paraisópolis acionaram o Corpo de Bombeiros informando que uma área próxima à Avenida Hebe Camargo estava em chamas. O fogo foi extinto com o apoio de 13 viaturas às 00h20 e afetou cerca de 200 metros quadrados, onde estavam localizadas as 28 casas destruídas, de acordo com a corporação.

Paraisópolis é considerada atualmente a maior favela de São Paulo, com mais de 100 mil habitantes e aproximadamente 800 mil metros quadrados.

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