Prefeita Amanda Quinta irá a Presidente Kennedy na próxima terça-feira(23)

Amanda Quinta esta presa desde o dia 08 de maio

Está agendada para a próxima terça-feira(23) a ida da prefeita Amanda Quinta Rangel a Presidente Kennedy. Ela está presa no Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim (CPFC) desde o dia 08 de maio.

Amanda irá ao município pela primeira vez após sua prisão desencadeada na Operação Rubi.

A prefeita será uma das testemunhas a serem ouvidas pelo juízo kennedense em audiência marcada para às 9h no Fórum Desembargador Edson Queiroz do Valle. O processo penal do qual ela será ouvida, é um dos desmembrados e oriundo da Operação Lee Oswald, deflagrada em abril de 2012.

Além da presença de Amanda, o juiz de direito Bruno Fritoli Almeida, conforme ato publicado no Diário da Justiça Eletrônico em 28 de junho, solicitou que a “Polícia Militar disponibilize efetivo capaz de garantir a boa ordem dos trabalhos, tendo em vista o elevado número de réus, repercussão social do processo e pela condução da testemunha Amanda Quinta Rangel, uma vez que este Fórum não dispõe de estrutura necessária para isolamento de presos”.

Não há data ou prazo para uma sentença final do processo que tramita em segredo de justiça.

Operação Lee Oswald

Amanda Quinta Rangel é sobrinha de Reginaldo dos Santos Quinta, que, no dia 19 de abril de 2012, foi alvo da Operação Lee Oswald, desencadeada na ocasião pela Polícia Federal (PF), Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo(MPES).

Autorizada pelo desembargador Pero Valls Feu Rosa, integrante da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça – ele também presidia o Corte naquela época –, a Operação Lee Oswald teve o objetivo de desarticular quadrilha que, segundo o MPES, vinha praticando crimes contra a Administração Pública no município de Presidente Kennedy.

Pelo menos 28 pessoas foram presas na operação, que teve a participação de 190 policiais federais e 21 servidores da CGU. A operação cumpriu ainda 51 mandados de busca e apreensão. Dentre os presos, estava o tio de Amanda, Reginaldo Quinta.

De acordo com o MPES, na ocasião as investigações revelaram “a existência de um esquema criminoso liderado pelo próprio prefeito municipal, Reginaldo dos Santos Quinta”.

Reginaldo foi denunciado em diversos procedimentos pelo MPES, mas até este momento o Juízo de Presidente Kennedy não julgou os processos e não há nenhuma sentença condenatória. Há ações penais – esfera criminal – e Ações de Improbidade Administrativa ainda sendo analisadas sete anos depois.

A Operação Lee Oswald foi um desdobramento das operações Moeda de Troca e Tsunami, já realizadas, respectivamente, em Santa Leopoldina e Fundão. Dada a extensão dos elementos de prova colhidos, o relator da ação penal, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, solicitou ao Ministério da Justiça o envio ao Espírito Santo de uma força tarefa para auxiliar as investigações. Mas Pedro Valls não foi atendido.

Fonte: Kennedy em Dia